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quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

ZERO HORA PUBLICA HOJE NO CADERNO MOINHOS DE VENTO - A história de um flamboyant

Prezados Higienopolitanos:

Segue a bela matéria publicada hoje, onde a Rosângela coloca o coração e traça de maneira didática a história deste guerreiro.

Obrigado a quem nos apresentou a Thais Sarda, jornalista da Zero Hora, pessoa interessada e muito acessivel.

Higienópolis Vive
Por Uma Porto Mais Alegre!

03 de janeiro de 2008 | N° 15467
Zero Hora.com
Ambiente
A história de um flamboyant

"Em 2006, moradores da Rua Luzitana e arredores se rebelaram contra o ataque a um flamboyant. Nossa indignação também envolvia a Smov (Secretaria Municipal de Obras e Viação) e a Smam (Secretaria Municipal do Meio Ambiente): como autorizaram a construção de um edifício ignorando a existência de uma árvore na via pública há mais de 50 anos e projetando uma garagem em frente a ela?

O primeiro ataque foi em novembro de 2006: um pedreiro tentou serrar o flamboyant. Os vizinhos ligaram para a Smam, que impediu o crime. O sossego acabou quando, no mês seguinte, o mesmo pedreiro atacou a árvore de novo. A reação da comunidade foi um misto de indignação e desespero. Chamamos a Smam e a BM (Brigada Militar), que chegou primeiro e contestou a autorização de corte, adiando a remoção.

A comunidade apresentou à Smam um abaixo-assinado com mais de cem assinaturas. Dele resultou um processo que pedia explicações sobre a autorização do corte. Para os moradores, a única explicação para o assassinato do flamboyant era que isso facilitaria a entrada de carros na garagem do prédio. Entramos com processo no Ministério Público.

O secretário Beto Moesch marcou uma reunião em dezembro de 2006. Na negociação, ficou garantida a proteção à árvore, e a obra parou por um ano. Outro ataque ocorreu na madrugada de 15 de dezembro. Saímos novamente em defesa do flamboyant, chamando a polícia. Após esse ataque, houve outras tentativas nas madrugadas que se seguiram, até o dia 18. Isso obrigou nossa família a fazer vigília para proteger o vegetal.

Reabrimos os processos junto à Smam e ao Ministério Público. A Smam esteve no local no dia 22 e colocou uma proteção de aço ao redor do tronco. Queremos ações efetivas que venham a garantir a permanência do flamboyant, e isso só se concretizará se a Smam exigir uma mudança no projeto da obra em questão. Se uma comunidade mobilizada não for bem-sucedida, como crer em nossa força para salvar o planeta?"



Texto enviado por Rosângela, moradora da Rua Luzitana:

VEJA MAIS NO SITE www.zerohora.com.br caderno do dia ZH MOINHOS

Um comentário:

Miriam disse...

Infelizmente eventos como estes são comuns em Porto Alegre, e decorrem do fato de que o poder público e a iniciativa privada não consideram aspectos ambientais nos seus projetos. É só ver o horror que foi a construção da III Perimetral, com dezenas de árvores cinqüentenárias derrubadas só na Av. Dom Pedro II. Na época, reclamações na SMAM chegaram a ter como resposta "é o preço do progresso e não se pode fazer nada"... Se nem o órgão que deveria zelar pelo nosso meio ambiente tem gente capacitada para tal, imaginem os demais!